28/03/2011

PÂNICO


   A característica essencial de um Ataque de Pânico é um período distinto de intenso medo ou desconforto acompanhado por pelo menos 4 dos 13 sintomas que serão descritos a seguir, que desenvolveram-se abruptamente e alcançaram pico máximo em 10 minutos:

01- Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado;
02- Sudorese;
03- Tremores ou abalos;
04- Sensações de falta de ar ou sufocamento;
05- Sensações de asfixia;
06- Dor ou desconforto torácico;
07- Náusea ou desconforto abdominal;
08- Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio;
09- Desrealização (sensações de irrealidade) ou Despersonalização (estar distanciado de si mesmo);
10- Medo de perder o controle ou enlouquecer;
11- Medo de morrer;
12- Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento);
13- Calafrios ou ondas de calor.

   Os indivíduos que buscam cuidados médicos para os Ataques de Pânico inesperados geralmente descrevem o medo como intenso e relatam que achavam que estavam prestes a morrer, perder o controle, ter um ataque cardíaco ou "enlouquecer". Eles também citam, geralmente um desejo de fugir de onde quer que o ataque esteja ocorrendo. A falta de ar também é um sintoma comum nos indivíduos que tem os ataques. Salienta-se que os ataques podem vir ou não acompanhados de Agorafobia. A maioria das pessoas que tem uma crise terá outras. Quando alguém tem crises repetidas ou se sente extremamente ansioso, com medo de ter outra crise, diz-se que tem Transtorno do Pânico.

O que é Transtorno do Pânico


   É um problema sério de saúde. Este Transtorno é nitidamente diferente de outros tipos de ansiedade, caracterizando-se por crises súbitas, sem fatores desencadeantes aparentes e, frequentemente, incapacitantes.
   Depois de ter uma crise de pânico - por exemplo, enquanto dirige, fazendo compras em uma loja lotada ou dentro de um elevador - a pessoa pode desenvolver medos irracionais (chamados fobias) destas situações e começar a evitá-las. Gradativamente o nível de ansiedade e o medo de uma nova crise podem atingir proporções tais, que a pessoa com Transtorno do Pânico pode se tornar incapaz de dirigir ou mesmo, sair de casa. Neste estágio, diz-se que a pessoa tem Transtorno do Pânico com Agorafobia (quadro muito comum). Desta forma, o transtorno do Pânico pode ter um impacto tão grande na vida cotidiana de uma pessoa como outras doenças mais graves - a menos que ela receba um tratamento eficaz.
   Por causas dos sintomas desagradáveis, este Transtorno pode ser confundido com uma doença cardíaca ou outra doença grave. Prova disso é que as pessoas que tem a doença fazem um longo percurso, em uma série de profissionais: clínico geral, cardiologista, neurologista, psiquiatra, etc. Após uma cansativa série de exames, constata-se que o paciente não apresenta nada fisicamente. Chega-se então à conclusão de que é um problema psicológico que afeta o corpo.
   Felizmente, o Transtorno do Pânico tem sido tratado com relativo sucesso. É importantíssimo que se procure ajuda logo que a doença seja detectada. Frequentemente, assim como nos outros distúrbios ansiosos, a associação de medicamentos com psicoterapia produz bons resultados. Os medicamentos utilizados são frequentemente associações de antidepressivos com ansiolíticos. A Depressão tem sido relacionada ao Transtorno do Pânico, assim como o alcoolismo e a dependência de drogas. Quadros de estresse também tem demonstrado grande influência na doença. Estudos recentes também demonstram que tentativas de suicídio são comuns nesses pacientes. Felizmente, tais problemas associados ao Transtorno do Pânico podem ser efetivamente superados, assim como o próprio distúrbio.
   Portanto, se você ou alguém que você conhece passar por este problema, não tenha medo ou vergonha em procurar ajuda. As crises tornam-se cada vez mais sérias e podem prejudicar sensivelmente sua vida. Não tome calmantes por conta própria, porque eles não resolvem. Procure auxílio médico (de preferência psiquiátrico) e psicológico.