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28/01/2018

VAGINISMO: entenda o que é e como essa disfunção sexual interfere na vida da mulher e no casamento.


 Por: Carolina Mendonça
         Psicóloga e Sexóloga

  Você possui alguma conhecida que esteja casada há anos e que ainda seja virgem? Ou conhece alguma mulher que só consegue ser penetrada até determinado ponto porque a dor que sente é insuportável? Ou ainda, quem sabe, um casal que tenha se separado por não conseguir ter uma relação sexual plena?
   Para as mulheres que recebem o diagnóstico de vaginismo, essa é uma realidade que traz profunda frustração, desespero e, consequências sofridas para o casamento.

Entenda o que é

   O vaginismo é a contração dos músculos próximos à vagina, dificultando e até impossibilitando a penetração. É importante salientar que essa contração é involuntária: a mulher não percebe que contrai os músculos da vagina. Essa disfunção sexual origina um círculo vicioso: ansiedade→ tensão→ dor→ ansiedade→ tensão→ dor... Torna-se uma resposta aprendida desenvolvida pela associação de dor ou medo da penetração vaginal.

As causas

   O medo da penetração pode derivar de traumas de infância; abuso sexual; falta de informação; informações erradas ou confusas sobre sexo; questões religiosas que associam o sexo ao pecado; sentimentos de culpa; desconhecimento da própria anatomia feminina; e, até problemas físicos reais.
   Dentre os problemas físicos encontram-se quaisquer patologias da região pélvica que torne a relação sexual dolorosa. Exemplos: endometrite; doenças inflamatórias; herpes genital; vaginite atrófica; e até restos de hímem e hímem rígido. Todas as patologias de causa física trazem dor, podendo por isso, desencadear o vaginismo.
   É importante esclarecer que a maior parte das mulheres que sofrem dessa disfunção, a desenvolvem por motivos de natureza psicológica. Talvez você já tenha ouvido a frase: “O cérebro é o maior e o mais importante órgão sexual.” O que isso quer dizer? Quando o vaginismo é causado por fatores psíquicos, é o psicológico que deve ser focado. Por vezes, é necessário dizer à paciente: “Não há nada de errado com a sua vagina. Precisamos trabalhar a sua cabeça!” O cérebro é quem comanda o corpo. E é assim em todas as áreas, inclusive na sexual. Isso vale para mulheres e para homens. Grande parte das disfunções sexuais femininas e masculinas tem raízes emocionais. Logo, o tratamento psicológico é fundamental.

Então, o que fazer?

   O primeiro passo é procurar um ginecologista para verificar ou descartar quaisquer patologias de ordem física. Depois de tratadas, algumas mulheres conseguem ter relação sexual normalmente. Outras, precisam do atendimento do psicólogo/sexólogo, mesmo quando a origem é física, por deixar sequelas emocionais. Quando o vaginismo é 100% de origem emocional, a mulher deve procurar um psicólogo/sexólogo para iniciar o tratamento.

O tratamento

   O tratamento consiste em duas etapas, que podem acontecer em momentos distintos ou simultaneamente, dependendo do caso: a psicoterapia, que pode acontecer individualmente ou a dois (marido e mulher) e a dessensibilização.
   Na psicoterapia, são trabalhados os aspectos emocionais que levam à dor e ao medo da penetração vaginal. Na dessensibilização, a paciente passa pelo processo de perda gradual da “sensibilidade negativa” ou “intolerância” aos estímulos vaginais. A participação do marido é muito significativa em todo o processo. Quando ele participa, geralmente os resultados são bem mais rápidos.
   Com o avanço da tecnologia e da medicina, o uso de métodos, outrora empregados em determinadas áreas médicas, têm sido utilizados para o tratamento de algumas disfunções sexuais, inclusive para o tratamento do vaginismo. Alguns desses métodos são:
   A Eletroestimulação, que é um recurso terapêutico onde os músculos são contraídos e relaxados através de um aparelho. As aplicações da eletroestimulação muscular por corrente alternada proporciona vários trabalhos na musculatura, que vão ser diferenciados pela utilização dos parâmetros que o equipamento oferece.
   A Carboxiterapia, que consiste na aplicação de dióxido de carbono (CO2) com a finalidade de melhorar a circulação e oxigenação dos tecidos.
   A toxina botulínica, que  é uma substância produzida pela bactéria chamada Clostridium botulinum e quando injetada em algum grupamento muscular, provoca sua paralisação através do bloqueio da placa motora. A toxina é aplicada no terço distal e musculatura externa da vagina, provocando a paralisação temporária deste grupamento muscular .
   Ainda assim, psicoterapia e dessensibilização são o  tratamento mais utilizado e recomendado para a maioria dos casos de tratamento do vaginismo.
   Por tudo isso, é fundamental que a paciente tenha um diagnóstico preciso, realizado por um profissional capacitado, levando-se sempre em consideração de que cada mulher é única e que o tratamento apontado será o melhor para ela.


O casamento

   Viver uma vida a dois onde não se pode desfrutar de uma sexualidade plena,  torna-se frustrante. A esposa acaba desenvolvendo pensamentos prejudiciais, como: “Eu não sou mulher o suficiente.”; “Eu sou menos mulher que fulana.”; “Eu não faço meu marido feliz.”; “Queremos ter filhos e não podemos.”... E, como consequência, seu comportamento vai modificando-se: ela passa a sentir-se retraída socialmente, fica com a auto-estima baixa, e algumas vezes, desenvolve até um quadro depressivo.
   Veja só: uma esposa com esse perfil, acaba não sentindo-se capaz de manter um relacionamento satisfatório com seu marido, já que ela mesma não está bem! O marido entristece-se a cada tentativa sexual mal- sucedida. Esse tipo de situação acaba trazendo para a relação conjugal situações de estresse, ansiedade, conflitos, etc. Não raramente, casamentos até terminam por esse motivo.
   Deus deseja sempre o melhor para os seus filhos. Ele deseja que homem e mulher vivam em plena harmonia conjugal e sexual. A instrumentalidade de um profissional pode ser ferramenta Divina para a cura do vaginismo e, por consequência, a cura para um  casamento em crise!
  


27/01/2018

TPM e TDPM: entenda as diferenças


Fonte: G1

   TPM, a famosa tensão pré-menstrual, assombra a vida de muitas mulheres. Mas por que algumas mulheres têm a TPM mais atacada que as outras? Estudos revelam que elas têm uma letra a mais neste período – a D! Nesta quarta (24), o Bem Estar explicou as diferenças entre a TPM e TDPM (transtorno disfórico pré-menstrual). Para falar sobre o assunto, convidamos os psiquiatras Carmita Abdo e Daniel Barros.
   A semelhança entre TPM e TDPM é que acontecem e terminam no mesmo período. A diferença é a intensidade dos sintomas e a natureza mais psíquica dos sintomas de TDPM e mais físicas na TPM. No TDPM os sintomas são intensos e afetam os relacionamentos.
   Diagnosticar TDPM não é fácil. Há muitos critérios para avaliar e não há exames laboratoriais para isso. O diagnóstico é feito através de uma anamnese onde a paciente relata seus sintomas mais importantes. Eles devem estar presentes durante a maioria dos ciclos menstruais no último ano e devem ser severos ao ponto de impactar negativamente na vida da paciente.
TPM
  •    Apresenta sintomas que se manifestam dias antes da menstruação
  • Alguns deles: cólicas, inchaço, dores de cabeça, nas mamas, fome em excesso, acne, vontade de chorar, insônia, ansiedade
  • Os sintomas incomodam, mas não incapacitam. Desaparecem no início do fluxo
  • A principal causa é a alteração hormonal
  • É possível amenizar com atividade física, alimentação e redução de sal
TDPM
  •    Afeta de 3% a 8% das mulheres
  • Sintomas são muito severos a ponto de deixar a paciente incapacidade para exercer atividade, seja doméstica ou profissional
  • Alguns sintomas: depressão, melancolia, irritabilidade, desânimo, descontrole emocional, choro, ira, distúrbio de apetite e insônia
  • Eles cessam no início do fluxo menstrual
  • No tratamento, a disciplina é fundamental. Tomar a medicação de forma correta garante melhora dos sintomas e estabilidade do humor
  • Exercícios físicos diários são recomendados, além de alimentação saudável e equilibrada. Consulte também um médico

08/08/2016

Usuários do Tinder são menos satisfeitos com a aparência, diz estudo

Pesquisa ouviu homens e mulheres que usam aplicativo de relacionamento.
Estudo foi feito por pesquisadores da Universidade do Norte do Texas.

Do G1, em São Paulo
O aplicativo de paquera e para conhecer novas pessoas Tinder. (Foto: Divulgação/Tinder)Tinder: aplicativo de paquera e para conhecer novas pessoas. (Foto: Divulgação/Tinder)
Os usuários do Tinder -- homens e mulheres -- têm uma percepção mais negativa da imagem do próprio corpo do que as pessoas que não acessam o aplicativo, segundo pesquisa apresentada na convenção anual da Associação Psicológica Americana. O estudo também diz que os homens que utilizam o aplicativo têm níveis mais baixos de autoestima que os que não o usam.

O Tinder é um aplicativo de namoro disponível para o celulares e tablets, com 50 milhões de usuários ativos. A pessoa que o instala pode arrastar o dedo para a direita se achar a pessoa interessante/bonita e para a esquerda se não achar. Se ambos se acharam “aceitáveis”, eles terão dado "match", uma espécie de combinação para abrir um bate-papo entre o possível casal.
"Usuários do Tinder relataram ter níveis mais baixos de satisfação com seus rostos e corpos e ter níveis mais baixos de autoestima do que os homens e as mulheres que não usam o aplicativo", disse Jessica Strubel, da Universidade do Norte do Texas, que apresentou a pesquisa com co-autoria de Trent Petrie, da mesma universidade.
 
Neste estudo, participaram 1.044 mulheres e 273 homens, em sua maioria estudantes de graduação. Eles foram convidados a preencher questionários sobre seu uso do Tinder, sua impressão com a própria imagem, fatores socioculturais, objetivação em relacionamentos e bem estar psicológico.
Cerca de 10% relataram usar do Tinder.  Os usuários de ambos os sexos relataram menos satisfação com seus corpos em comparação com os não usuários, segundo a pesquisadora Strubel. Mas apenas usuários do sexo masculino relataram níveis mais baixos de autoestima.
 
"Descobrimos que estar ativamente envolvido com o Tinder, independentemente do sexo do usuário, foi associado à insatisfação, vergonha e monitoramento do corpo, internalização de expectativas sociais de beleza, comparação física para com os outros, e dependência de se informar sobre a aparência e atratividade", disse Strubel.
Mesmo que o estudo tenha sido destinado a estudar as mulheres -- por isso o maior número de entrevistadas -- e sua percepção de objetificação e autoestima, os pesquisadores apontaram que os homens também são afetados.
 
"Embora as intervenções atuais de imagem corporal sejam dirigidas para as mulheres, os nossos resultados sugerem que os homens são igualmente e negativamente afetados pela sua participação nos meios de comunicação", completou Strubel.
 
Os autores do estudo pontuaram, no entanto, que mesmo que os usuários tenham baixos níveis de autoestima não significa que é o aplicativo que está causando isso. O estudo indica, apenas, que pessoas do tipo têm mais interesse por esses aplicativos.
Tinder contesta resultados
Em nota, o Tinder afirmou que "as descobertas do artigo não podem ser consideradas significantes ou representativas". A empresa questiona o fato de a amostra de usuários de Tinder avaliados pelo estudo ser pequena: 70 mulheres e 32 homens.
"Dado o pequeno tamanho da amostra e a natureza não representativa da mesma, nenhuma descoberta pode ser estabelecida a partir de uma perspectiva empírica", afirmou o Tinder, em nota.

09/06/2016

Como identificar e tratar a Gravidez Psicológica


A gravidez psicológica, também chamada de pseudociese, é um problema emocional que acontece quando os sintomas de gravidez estão presentes, mas não existe feto se desenvolvendo no útero da mulher, o que pode ser confirmado nos testes de gravidez e na ultrassonografia.
Este problema afeta principalmente mulheres que desejam muito engravidar ou naquelas que têm um grande receio de engravidar, como acontece durante a adolescência, por exemplo. Além disso, a gravidez psicológica também é frequente nos animais domésticos, sendo muito comum nas cadelas castradas ou que perderam seus filhotes.

Sintomas de gravidez psicológica

Os sintomas da gravidez psicológica são os mesmos de uma gravidez normal, apesar de não haver bebê sendo formado, tais como:
  • Enjoos;
  • Sonolência;
  • Desejos alimentares;
  • Ausência da menstruação;
  • Crescimento da barriga e das mamas;
  • Sensação de sentir o feto se mexer;
  • Produção de leite materno.
Esses sintomas são devidos a estímulos psicológicos que geram um aumento na produção dos hormônios da gravidez, como a prolactina, o que resulta em sintomas iguais aos de uma gravidez verdadeira. Veja os 10 primeiros sintomas de gravidez que também aparecem na gravidez psicológica.
Sintomas de gravidez, mas ausência de feto.Sintomas de gravidez, mas ausência de feto.

Exames que confirmam a gravidez psicológica

O diagnóstico da gravidez psicológica é feito através de exames como o teste de farmácia de gravidez e o exame de sangue Beta HCG, que irão dar resultado negativo, ou pelo exame de ultrassom, o qual irá mostrar que não existe feto no útero na mulher.
No entanto, algumas vezes os resultados dos exames não são suficientes para convencer a mulher de que não existe gravidez real, sendo necessário nesses casos acompanhamento psicológico para tratar o problema.

Principais causas da gravidez psicológica

As causas mais frequentes de gravidez psicológica são:
  • Desejo intenso de engravidar e dificuldade para engravidar;
  • Grande temor de engravidar;
  • Depressão e baixa auto-estima;
  • Período pós-histerectomia;
  • Desejo intenso de ter um companheiro ou de segurar o namorado;
  • Problemas conjugais, que fazem a mulher acreditar que a gravidez pode salvar o casamento.
Apesar de ser mais frequente nas mulheres, a gravidez psicológica também pode ocorrer em homens, geralmente como resultado de uma intensa ligação com a gravidez da parceira.
Se você está tentando engravidar, mas não está conseguindo, veja:

Como lidar com a gravidez psicológica

O tratamento para gravidez psicológica pode ser feito com o uso de medicamentos hormonais para regularizar a menstruação e para parar a produção de leite materno, mas também é fundamental o acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra para eliminar as causas que levaram ao desenvolvimento desse problema.
Assim, alguns dos remédios que podem ser indicados pelo médico podem ser a pílula anticoncepcional para regular a menstruação e o Dostinex para cessar a produção de leite materno. Além disso, pode também ser recomendada a Amitriptilina para o controle do humor e tratamento da depressão se for o caso. Veja algumas dicas para ajudar a lidar e ultrapassar a gravidez psicológica clicando aqui.
A duração do tratamento depende da compreensão e da colaboração da mulher e dos familiares, mas pode demorar meses para que o problema seja totalmente superado. É importante lembrar que parte essencial do tratamento é o apoio de amigos e familiares, que ajudam a criar um ambiente seguro no qual a mulher sente-se amada mesmo sem ter um bebê. Sessões de psicologia também podem úteis para ajudar a enfrentar esta situação.

19/05/2016

Anel vaginal contra a Aids é a nova esperança para milhões de mulheres


Anel libera um fármaco anti-retroviral para impedir contágio do vírus HIV.
Método ainda está em processo de testes para a comercialização.

Da EFE
Em uma nova tentativa de vencer a batalha contra a Aids, um anel vaginal que ajuda a prevenir a transmissão do vírus pode se tranformar na esperança de milhões de mulheres que vivem sob alto risco de contágio, especialmente nos países mais pobres.
O anel, que libera pouco a pouco um fármaco anti-retroviral, foi apresentado nesta terça-feira pela Associação Internacional para os Microbicidas (IPM, em inglês), um entidade sem fins lucrativos que participa da conferência internacional Womem Deliver.
"Embora muitos falem que o fim da epidemia está perto, a batalha ainda não terminou. As mulheres seguem se infectando a níveis muito altos na África Subsaariana", explicou à Agência Efe a diretora-executiva da IPM, Zeda Rosenberg, que precisou que seis de cada dez afetados desta região são mulheres.
Este anel de silicone, que é colocado na vagina e deve ser substituído a cada quatro semanas, pretende ajudar a atalhar a epidemia na região, onde as mulheres de entre 15 e 24 anos têm o dobro de possibilidades de contrair HIV do que os homens.
Com este novo método, similar ao anel vaginal anticoncepcional, as mulheres podem controlar sua saúde mesmo sem o consentimento do parceiro  e inclusive evitar o contágio em caso de estupro.
Após realizar vários experimentos na África Subsaariana para demonstrar sua efetividade, o anel está agora sob um novo estudo -cujos resultados serão revelados a partir de julho- como passo prévio a conseguir a aprovação regulatória que permita sua comercialização.
"O seguinte passo é que as mulheres que necessitam tenham o anel vaginal em suas mãos. Se tudo ocorrer perfeitamente, podemos tê-lo no mercado no final de 2018. Nosso objetivo é que o preço esteja abaixo dos US$ 5 por unidade", explicou Rosenberg.
Ativistas e especialistas que participam nestes dias do encontro Women Deliver para traçar novas estratégias que permitam melhorar a saúde de meninas e mulheres receberam com entusiasmo este avanço científico que pode marcar um antes e um depois na luta contra a Aids, especialmente, no continente africano.
"O mais importante é que o anel pode ser usado sem o consentimento do homem e que as mulheres terão a opção de escolher por elas mesmas", disse à Agência Efe a ativista de direitos humanos sul-africana Yvette Raphael.
Um dos principais desafios, explica, é trabalhar lado a lado com as comunidades locais, explicar as vantagens do novo fármaco e conseguir sua aceitação porque, sem ela, poucas jovens se atreverão a usá-lo.
Por isso, a IPM trabalha com ativistas, que vão a campo para apresentar o anel vaginal como uma opção a mais para se proteger contra o HIV, lembrando que não deve ser um substituto, mas um reforço a outros métodos como os preservativos.
Desde 2012, a IPM realizou diferentes estudos nos quais participaram mais de 2.600 mulheres de entre 18 e 45 anos com alto risco de contágio na África do Sul, Uganda, Zimbábue e Malawi e que provaram que este método permitiu reduzir os contágios até 56% em mulheres maiores de 21 anos.
Além dos desafios científicos, o grande desafio para desenvolver este anel vaginal foi o financiamento, já que cada vez é mais difícil conseguir aliados -especialmente quando se tenta métodos de prevenção- perante o grande número de pesquisas que ocorrem atualmente.
No entanto, o projeto conta com o apoio de algumas grandes companhias e de governos como o da Dinamarca.
"Infelizmente a pesquisa tem cada vez menos interesse para os doadores. Por isso decidimos investir no anel vaginal, porque queremos fazer tudo o que for possível para tentar conter a epidemia da Aids", afirmou a principal assessora de saúde no Ministério dinamarquês de Relações Exteriores, Sanne Helt.

08/04/2016

Psiquiatra dá dica de como evitar radicalismo em discussões e debates


Estudos sugerem que ilusão de conhecimento leva a posições extremas.
Refletir sobre o próprio desconhecimento pode levar a abrandamento.

Do G1, em São Paulo
Estudo mostrou que casamento ruim aumenta risco de problemas cardíacos, principalmente entre pessoas mais velhas - Casal idoso brigando (Foto:   Patrick Sheàndell O'Carroll/AltoPress/PhotoAlto)Estudos mostram que refletir sobre o próprio desconhecimento sobre um tema pode levar a posições menos radicais (Foto: Patrick Sheàndell O'Carroll/AltoPress/PhotoAlto)

Estudos sugerem que a falsa noção de se conhecer muito bem determinado tema pode levar as pessoas a ter posições extremas em relação àquele assunto. Quando se deparam com sua própria falta de conhecimento, elas tendem a adotar uma postura mais moderada.
Com base nessas conclusões, o psiquiatra Daniel Barros, consultor do Bem Estar, observa que a melhor forma de discutir com alguém com quem não se concorda é pedir para a pessoa explicar detalhadamente os argumentos que a levam a pensar daquela forma.
É possível que ela se dê conta de que não tem tanta propriedade para defender sua posição. Refletir sobre as limitações do próprio conhecimento sobre determinados processos também é uma boa estratégia para evitar o radicalismo.
No vídeo, Barros dá dicas de como lidar com a situação cada vez mais comum de se ver em uma discussão acalorada sobre política, futebol ou religião.
Estudos
Barros cita duas pesquisas que evidenciam esse fenômeno. Um trabalho americano publicado em 2013 pelo periódico "Psychological Science" pediu para que as pessoas explicassem em detalhe determinados processos políticos sobre os quais tinham posições extremadas. Em geral, o esforço as fez ver que sabiam menos do que presumiam sobre o tema, o que as levou a atitudes mais moderadas.
Já uma pesquisa publicada no mês passado no "Journal of Experimental Psychology: General" concluiu que o exercício de refletir cuidadosamente sobre o quão detalhado é seu nível de conhecimento sobre determinado tema, ainda que por poucos segundos, é suficiente para diminuir a presunção das pessoas diante desses assuntos.

09/03/2016






Olá! Esse é um texto meu escrito à pedido da jornalista Raquel Bocato para um portal da net ligado ao Instituto de Longevidade.



Sexualidade após os 50 anos
   Após os 50 anos de idade mudanças acontecem na saúde e na vida sexual tanto do homem quanto da mulher. Por isso, quando o indivíduo não tem informações e uma orientação profissional adequadas, o impacto físico/emocional é grande.
   As principais queixas relacionam-se às mudanças quanto à resposta sexual, desejo sexual e fisiologia sexual. No homem, a resposta eretiva é mais lenta. Na mulher, a lubrificação vaginal é menor e mais lenta; enquanto que na jovem a lubrificação ocorre de 15 a 30 segundos após estímulo sexual efetivo, na mulher com mais de 50 anos, isso ocorre após cerca de 1 a 5 minutos. Essa demora na lubrificação vaginal se dá pelas modificações vasculares determinadas pela esclerose dos vasos da vagina e pela diminuição dos níveis de estrogênio, uma vez que a mesma se encontra na menopausa.
   Outras alterações também ocorrem e, posso citar algumas: atrofia da região labial, atrofia do capuz que recobre o clitóris (embora a função do clitóris continue intacta), contrações orgásmicas diminuídas.
   Infelizmente, ainda existem muitos tabus em relação à sexualidade do idoso e ao relacionamento sexual nessa etapa da vida. Por conta das mudanças fisiológicas e físicas, os indivíduos com mais de 50 anos sofrem com frequência preconceito quando o assunto é a sua própria sexualidade. Vivemos numa cultura que, lastimavelmente cultua a beleza física em padrões surreais para a maioria da população mundial. A ditadura da beleza e o culto ao corpo são responsáveis em grande parte por esses estigmas; uma vez que o corpo do adulto maduro e do idoso, expressa as marcas do tempo.
   É de grande importância salientar que nascemos com nossa sexualidade e morreremos com nossa sexualidade. Enquanto estivermos vivos, seremos seres sexuais!
   Embora a redução do desejo sexual seja diminuída pela ação ou falta de ação dos hormônios sexuais femininos e masculinos, o maior órgão sexual é a mente humana! Com isso, afirmo que uma vida sexual após os 50 anos de idade é perfeitamente viável e pode ser plenamente satisfatória!
   Tanto homens como mulheres, sentindo a necessidade, devem procurar orientação médica (urologista e ginecologista, respectivamente). Hoje, a procura por ajuda especializada é bem maior por parte das mulheres. Porém, com o advento do câncer de próstata e os alertas realizados pela mídia, o número de homens que procuram um especialista tem aumentado. Nosso desejo é que esses homens procurem orientação profissional também para as questões da sua própria sexualidade.
   Para concluir, para qualquer fase da vida humana, para se ter uma vida sexual saudável é imprescindível: conhecer o próprio corpo (como é, como funciona e que sensações produz); conhecer o corpo do outro; diálogo entre o casal e, por fim; respeito mútuo.
   Carolina Mendonça (Psicóloga e Sexóloga- CRP 05/28578)

29/12/2015

8 ATITUDES TÍPICAS DE PESSOAS QUE TÊM DEPRESSÃO, MAS NÃO DEMONSTRAM:





Medo ou desconhecimento?
Nesse artigo conheça 8 sintomas de pessoas que levam a vida com o que chamados de “depressão mascarada”, doença que elas tentam esconder ou mesmo que nem sabem que têm.
Embora a sociedade atual demonstre, de modo geral, um maior conhecimento sobre a depressão, o que se vê, muitas vezes, é uma compreensão equivocada desta doença e de seus sintomas.
or tratar-se de uma doença marcada por um estigma, nem sempre conseguimos identificar familiares ou pessoas próximas que estejam lutando contra a depressão. Pior ainda: devido às concepções equivocadas sobre os diferentes modos de manifestação da doença, e o tipo de ajuda a ser buscado, muitos indivíduos que sofrem de depressão não recebem o devido diagnóstico.
O resultado disso é que muitos indivíduos convivem com uma depressão mascarada – ou seja, invisível para as pessoas que os cercam, ou mesmo para eles próprios. Além disso, nos casos em que não recebeu o diagnóstico adequado, o indivíduo tenderá a lidar com seus problemas de modo a esconder a depressão, e terá dificuldades para reconhecer os verdadeiros sintomas da doença.
É preciso deixar de lado a concepção de que o sofrimento é sempre visível. Deste modo, será possível compreender melhor e oferecer ajuda aos que lutam contra as doenças não manifestas. Listamos, a seguir, alguns sinais de uma pessoa que talvez sofra de uma depressão mascarada.

1. Ela talvez “não pareça deprimida”

Influenciados por estereótipos culturais e veiculados pela mídia, muitos têm uma imagem equivocada do comportamento e da aparência do indivíduo com depressão. Na visão do senso comum, esta pessoa raramente sai de seu quarto, veste-se com desleixo, e parece estar sempre triste. Porém, nem todos que sofrem de depressão têm o mesmo comportamento.
Claro que os indivíduos são diferentes, assim como variam os sintomas e a capacidade de cada um de lidar com a doença. Muitos conseguem exibir um “verniz” de boa saúde mental – como mecanismo de autoproteção –, mas o fato de serem capazes de fazê-lo não significa que eles sofram menos. Do mesmo modo, as pessoas incapazes de mostrar tal “verniz” não são mais “fracas” que as demais.

2. Ela pode parecer exausta, ou queixar-se de um cansaço constante

Um efeito colateral da depressão é um cansaço permanente. Embora este sintoma não se manifeste em todos que sofrem de depressão, ele é muito comum. Em geral, é um dos piores efeitos colaterais desta doença.
Além disso, se o indivíduo não recebeu o diagnóstico de depressão, a causa deste cansaço pode ser uma incógnita. Mesmo que ele durma um número suficiente de horas à noite, talvez acorde na manhã seguinte como se tivesse dormido pouco. Pior que isso: talvez ele culpe a si mesmo, atribuindo isso à preguiça ou então que algum defeito de sua personalidade esteja causando esta sensação de fraqueza e falta de energia.
Este sintoma também acaba se tornando uma dificuldade para quem recebeu o diagnóstico de depressão, mas tenta ocultá-la dos amigos e colegas. Isso porque esta sensação de cansaço afeta o seu ritmo de trabalho e também os seus relacionamentos pessoais.

3. Ela poderá ficar mais irritadiça

O comportamento de uma pessoa com depressão pode ser interpretado equivocadamente, como melancolia. É muito comum que a pessoa deprimida fique mais irritadiça, e que isso não seja interpretado como um sintoma da doença. Isso é compreensível, já que a depressão não é problema de saúde “visível”, e tampouco pode ser medido com precisão – o que dificulta o combate à doença.
Além disso, o esforço constante exigido do indivíduo para lidar, ao mesmo tempo, com as inúmeras demandas de sua vida cotidiana, e com a depressão, suga suas energias, deixando-o impaciente e incapaz de ter a compreensão exata sobre as coisas.
Se o seu amigo ou conhecido recebe o diagnóstico de depressão, e compartilha esta informação com você, uma dificuldade poderá surgir, caso o comportamento desta pessoa não corresponda à imagem (equivocada) que se tem de uma pessoa com depressão: um indivíduo tímido e calado. A tendência a ter “pavio curto” e a irritar-se com facilidade é, na verdade, um efeito colateral da depressão.

4. Para ela, pode ser difícil corresponder ao afeto e preocupação das pessoas ao redor

A ideia equivocada mais comum em relação à depressão, sugerida nos parágrafos acima, é que ela causa um sentimento de tristeza.
Pelo contrário: muitas vezes, o indivíduo com depressão não sente nada; ou então vive as emoções de modo limitado ou passageiro. Depende de cada caso, mas muitos relatam um sentimento parecido com o “torpor”, e o mais próximo que chegam de uma emoção é uma espécie de tristeza, ou irritação.

Deste modo, o indivíduo terá dificuldade para corresponder de modo adequado a gestos ou palavras afetuosas. Ou então nem se dará ao trabalho de manifestar qualquer reação.
Talvez demonstre uma irritação nada racional: é possível que o cérebro dele tenha dificuldades para processar e corresponder ao seu afeto e carinho.

5. Talvez recuse a participar de atividades de que gostava muito

Uma atípica falta de interesse em participar de atividades – e durante um longo período – pode ser um sinal de depressão. Conforme mencionado acima, esta doença drena a energia do indivíduo tanto no plano físico quanto no mental – o que afeta sua capacidade de sentir prazer com as atividades cotidianas.
Um indivíduo com depressão talvez não se sinta mais atraído por atividades que adorava no passado, pois esta doença acaba dificultando o desfrute de tais atividades, que não satisfazem mais o indivíduo. Se não há nenhum outro sinal visível que possa explicar o interesse cada vez menor do indivíduo por estas atividades, este talvez seja um sintoma de depressão clínica.

6. Talvez passe a ter hábitos alimentares incomuns

O indivíduo deprimido desenvolve hábitos alimentares incomuns por duas razões: como um modo de lidar com a doença, ou como um efeito colateral da ausência do cuidado consigo mesmo. Comer pouco ou em demasia é um sinal comum de depressão. A ingestão excessiva de alimentos é vista como vergonhosa, e neste caso a comida talvez seja a principal fonte de prazer da pessoa com depressão, o que a faz comer além do necessário.
Quando o indivíduo depressivo come pouco, em geral é porque a doença está afetando seu apetite, transformando o ato de comer em algo desagradável. Isso também pode ser uma necessidade subconsciente de controlar algo, já que ele não é capaz de controlar sua depressão. Se a pessoa não recebeu o devido diagnóstico, ou se omitiu diante das pessoas o fato de estar deprimida, elas poderão considerar que os hábitos alimentares “errados” se devem a um defeito de personalidade, e tal “julgamento” fará com que o indivíduo deprimido se sinta ainda pior.

7. Os outros talvez passem a exigir mais de você

Naturalmente, as funções vitais de um indivíduo com depressão não podem ser as mesmas de alguém com boa saúde mental. Haverá coisas que ele não será mais capaz de fazer com a mesma frequência, ou abandonará de vez. Perturbá-lo ou fazer com que ele se envergonhe por causa disso só tende a causar mágoas, em vez de ajudar. Se a depressão é um assunto que ele tem tido dificuldade de abordar, será igualmente difícil para ele lidar com alguém que fique irritado diante de sua incapacidade de agir do mesmo modo que uma pessoa mentalmente sadia.
Por isso, convém sempre ser compreensivo com as pessoas, seja de seu círculo profissional ou do pessoal. Não há como saber se um indivíduo está simplesmente “desacelerando”, ou se está enfrentando um verdadeiro problema de saúde.

8. Ela poderá ter dias ruins, e dias “melhores”

Trata-se de uma doença com altos e baixos. Se o indivíduo sofre de uma depressão mascarada, ou não diagnosticada, pode parecer que suas flutuações de humor são aleatórias, dependendo da regularidade de sua depressão. Para você (e mesmo para ele, no caso de ele não ter recebido um diagnóstico), talvez não haja uma motivação para as alterações de humor, mas esta é simplesmente a maneira como a depressão se manifesta em algumas pessoas.
Se você sabe que o indivíduo sofre de depressão, poderá ter a falsa impressão de que ele, tendo passado por uma sequência de dias “bons”, está definitivamente curado. O fato de ele ter passado um dia melhor do que na véspera pode ser excelente, mas convém que você sempre lhe peça para que ele deixe claro o que consegue ou não fazer, e em que momentos.
Concluir que o indivíduo que sofria de depressão está plenamente recuperado, ou forçá-lo a retomar rapidamente a rotina normal poderá sobrecarregá-lo, e fazer com que ele se “retraia” novamente. Ofereça apoio ao amigo ou parente com depressão, mas deixe queele tome as decisões necessárias.

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Fonte: lifehack via PensadorAnônimo