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08/08/2016

Usuários do Tinder são menos satisfeitos com a aparência, diz estudo

Pesquisa ouviu homens e mulheres que usam aplicativo de relacionamento.
Estudo foi feito por pesquisadores da Universidade do Norte do Texas.

Do G1, em São Paulo
O aplicativo de paquera e para conhecer novas pessoas Tinder. (Foto: Divulgação/Tinder)Tinder: aplicativo de paquera e para conhecer novas pessoas. (Foto: Divulgação/Tinder)
Os usuários do Tinder -- homens e mulheres -- têm uma percepção mais negativa da imagem do próprio corpo do que as pessoas que não acessam o aplicativo, segundo pesquisa apresentada na convenção anual da Associação Psicológica Americana. O estudo também diz que os homens que utilizam o aplicativo têm níveis mais baixos de autoestima que os que não o usam.

O Tinder é um aplicativo de namoro disponível para o celulares e tablets, com 50 milhões de usuários ativos. A pessoa que o instala pode arrastar o dedo para a direita se achar a pessoa interessante/bonita e para a esquerda se não achar. Se ambos se acharam “aceitáveis”, eles terão dado "match", uma espécie de combinação para abrir um bate-papo entre o possível casal.
"Usuários do Tinder relataram ter níveis mais baixos de satisfação com seus rostos e corpos e ter níveis mais baixos de autoestima do que os homens e as mulheres que não usam o aplicativo", disse Jessica Strubel, da Universidade do Norte do Texas, que apresentou a pesquisa com co-autoria de Trent Petrie, da mesma universidade.
 
Neste estudo, participaram 1.044 mulheres e 273 homens, em sua maioria estudantes de graduação. Eles foram convidados a preencher questionários sobre seu uso do Tinder, sua impressão com a própria imagem, fatores socioculturais, objetivação em relacionamentos e bem estar psicológico.
Cerca de 10% relataram usar do Tinder.  Os usuários de ambos os sexos relataram menos satisfação com seus corpos em comparação com os não usuários, segundo a pesquisadora Strubel. Mas apenas usuários do sexo masculino relataram níveis mais baixos de autoestima.
 
"Descobrimos que estar ativamente envolvido com o Tinder, independentemente do sexo do usuário, foi associado à insatisfação, vergonha e monitoramento do corpo, internalização de expectativas sociais de beleza, comparação física para com os outros, e dependência de se informar sobre a aparência e atratividade", disse Strubel.
Mesmo que o estudo tenha sido destinado a estudar as mulheres -- por isso o maior número de entrevistadas -- e sua percepção de objetificação e autoestima, os pesquisadores apontaram que os homens também são afetados.
 
"Embora as intervenções atuais de imagem corporal sejam dirigidas para as mulheres, os nossos resultados sugerem que os homens são igualmente e negativamente afetados pela sua participação nos meios de comunicação", completou Strubel.
 
Os autores do estudo pontuaram, no entanto, que mesmo que os usuários tenham baixos níveis de autoestima não significa que é o aplicativo que está causando isso. O estudo indica, apenas, que pessoas do tipo têm mais interesse por esses aplicativos.
Tinder contesta resultados
Em nota, o Tinder afirmou que "as descobertas do artigo não podem ser consideradas significantes ou representativas". A empresa questiona o fato de a amostra de usuários de Tinder avaliados pelo estudo ser pequena: 70 mulheres e 32 homens.
"Dado o pequeno tamanho da amostra e a natureza não representativa da mesma, nenhuma descoberta pode ser estabelecida a partir de uma perspectiva empírica", afirmou o Tinder, em nota.

09/03/2016






Olá! Esse é um texto meu escrito à pedido da jornalista Raquel Bocato para um portal da net ligado ao Instituto de Longevidade.



Sexualidade após os 50 anos
   Após os 50 anos de idade mudanças acontecem na saúde e na vida sexual tanto do homem quanto da mulher. Por isso, quando o indivíduo não tem informações e uma orientação profissional adequadas, o impacto físico/emocional é grande.
   As principais queixas relacionam-se às mudanças quanto à resposta sexual, desejo sexual e fisiologia sexual. No homem, a resposta eretiva é mais lenta. Na mulher, a lubrificação vaginal é menor e mais lenta; enquanto que na jovem a lubrificação ocorre de 15 a 30 segundos após estímulo sexual efetivo, na mulher com mais de 50 anos, isso ocorre após cerca de 1 a 5 minutos. Essa demora na lubrificação vaginal se dá pelas modificações vasculares determinadas pela esclerose dos vasos da vagina e pela diminuição dos níveis de estrogênio, uma vez que a mesma se encontra na menopausa.
   Outras alterações também ocorrem e, posso citar algumas: atrofia da região labial, atrofia do capuz que recobre o clitóris (embora a função do clitóris continue intacta), contrações orgásmicas diminuídas.
   Infelizmente, ainda existem muitos tabus em relação à sexualidade do idoso e ao relacionamento sexual nessa etapa da vida. Por conta das mudanças fisiológicas e físicas, os indivíduos com mais de 50 anos sofrem com frequência preconceito quando o assunto é a sua própria sexualidade. Vivemos numa cultura que, lastimavelmente cultua a beleza física em padrões surreais para a maioria da população mundial. A ditadura da beleza e o culto ao corpo são responsáveis em grande parte por esses estigmas; uma vez que o corpo do adulto maduro e do idoso, expressa as marcas do tempo.
   É de grande importância salientar que nascemos com nossa sexualidade e morreremos com nossa sexualidade. Enquanto estivermos vivos, seremos seres sexuais!
   Embora a redução do desejo sexual seja diminuída pela ação ou falta de ação dos hormônios sexuais femininos e masculinos, o maior órgão sexual é a mente humana! Com isso, afirmo que uma vida sexual após os 50 anos de idade é perfeitamente viável e pode ser plenamente satisfatória!
   Tanto homens como mulheres, sentindo a necessidade, devem procurar orientação médica (urologista e ginecologista, respectivamente). Hoje, a procura por ajuda especializada é bem maior por parte das mulheres. Porém, com o advento do câncer de próstata e os alertas realizados pela mídia, o número de homens que procuram um especialista tem aumentado. Nosso desejo é que esses homens procurem orientação profissional também para as questões da sua própria sexualidade.
   Para concluir, para qualquer fase da vida humana, para se ter uma vida sexual saudável é imprescindível: conhecer o próprio corpo (como é, como funciona e que sensações produz); conhecer o corpo do outro; diálogo entre o casal e, por fim; respeito mútuo.
   Carolina Mendonça (Psicóloga e Sexóloga- CRP 05/28578)

13/01/2015

Casca de melancia pode melhorar desempenho sexual

Ao melhorar circulação, casca da melancia aumenta desempenho

Do G1, em São Paulo

Frutas são sempre uma opção muito saborosa de alimento para começar o seu dia. Banana, melancia, mamão. Mas, o que fazer com a casca dessas frutas? Elas não podem ser reutilizadas? sim, com receitas feitas especialmente com essa parte da fruta. 


Cascas, sementes, folhas e talos de alimentos também são ricos em vitaminas e fibras e podem conter até 40 vezes mais nutrientes do que a própria fruta, verdura ou legume. A parte branca da melancia, por exemplo, que faz parte da casca e não é consumida normalmente, melhora a irrigação sanguínea, aumentando, entre outras coisas, o desempenho sexual. As sementes, por sua vez, têm efeito anti-inflamatório e fortalecem o sistema imunológico. Além disso, a melancia é diurética e tem poucas calorias, pois 90% dela é água.
A casca da manga ajuda a reduzir o colesterol e contém muitas fibras, o que melhora o funcionamento do intestino. Já a batata ajuda na pressão arterial, pois é rica em potássio. Sua casca possui mais fibras, assim como a da manga.
Portanto, sempre que possível coma as frutas com a casca mesmo. Caso não seja, reutilize-as!




30/01/2014

Mulheres se sentem mais atraídas pelo papo e homens pela aparência.



Médicos explicam o que tem mais poder de sedução em ambos os sexos.

Do G1

Além de buscarem características diferentes no sexo oposto, homens e mulheres também se sentem atraídos por diferentes fatores – os homens são mais visuais e se atraem mais por imagens e aparências, enquanto as mulheres gostam mais de sons e, por isso, se atraem por um bom papo, como explicaram o endocrinologista Alfredo Halpern e o neurocirurgião Fernando Gomes Pinto.
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Se apaixonados, tanto homens como mulheres têm uma substância liberada no cérebro chamada dopamina, um hormônio que ativa o “centro de prazer” e traz a mesma sensação de comer um chocolate, por exemplo.
Segundo o neurologista Tarso Adoni, a paixão pode dar sintomas com mais ou menos intensidade, de acordo com cada pessoa – pode dar calafrios, dor de barriga e as famosas “borboletas no estômago”, como mostrou a reportagem do Phelipe Siani (veja no vídeo ao lado).
No entanto, assim como o chocolate, a paixão pode ter também prazo de validade. O neurologista explica que, nesse período, a pessoa fica tão focada no parceiro e, quando isso passa, ela começa a perceber os defeitos e problemas que podem levar à relação ao fracasso.
Bem Estar - Infográfico sobre paixão (Foto: Arte/G1)
Por isso, é importante sempre reinventar a relação, como fizeram a Elaine e o Victor, casados há 25 anos, como mostrou a reportagem da Marina Araújo (veja no vídeo ao lado).
Uma das dicas para manter a relação saudável é saber ouvir e perguntar ao parceiro “como foi seu dia?”. Estudos mostram que cerca de 30% a 40% da fala de qualquer pessoa é sobre suas sensações subjetivas e, se alguém ouve, isso traz prazer. Por isso, escutar o outro com calma é um momento prazeroso – jantar juntos, sentar perto e passar um tempo conversando são alguns hábitos que ajudam a manter esse diálogo e comunicação essenciais para um relacionamento duradouro.
Durante esses momentos, é importante também fazer o parceiro sorrir já que conviver com alguém bem humorado é mais prazeroso e prolonga a vontade de estar por perto. Segundo o neurocirurgião Fernando Gomes Pinto, documentar a relação com fotos também é um hábito saudável e que faz o amor durar. E não só isso, até mesmo a atividade física também faz bem para um casal, que vive menos estressado e em harmonia.
Em relação às mulheres, é fundamental ainda ter ao lado um homem gentil, que possa protegê-la e defendê-la – essa gentileza masculina aumenta muito as chances de um homem com uma mulher, até mesmo em atitudes simples, pagando uma conta ou pegando um guardanapo que cai da mesa, como explicou o endocrinologista Alfredo Halpern.

29/12/2013

O que é Disfunção erétil?



Disfunção erétil ou impotência sexual é a incapacidade de iniciar e de manter uma ereção em, pelo menos, 50% das tentativas durante a relação sexual. Essa disfunção incapacita o homem a obter ou manter ereções suficientemente rígidas para a penetração vaginal, impedindo a satisfação sexual.

Causas

A impotência sexual está relacionada a diversas doenças e tratar a disfunção envolve obrigatoriamente a descoberta de sua causa.

São causas da disfunção erétil:

  • Distúrbios psicológicos
  • Doenças hormonais (diabetes, queda de testosterona, problemas endócrinos)
  • Doenças neurológicas (lesões na medula, mal de Alzheimer e Parkinson)
  • Doenças vasculares, que causam entupimento das artérias e veias, prejudicando a chegada do sangue ao pênis (hipertensão arterial, aterosclerose)
  • Consumo excessivo de medicamentos
  • Alcoolismo e tabagismo.

Sintomas de Disfunção erétil

Dentre os sinais e sintomas da disfunção erétil, destacam-se:
  • Redução do tamanho e da rigidez peniana
  • Incapacidade de obter e manter a ereção
  • Redução dos pelos corporais
  • Atrofia ou ausência testicular
  • Pênis deformado
  • Doença vascular periférica
  • Neuropatia (distúrbio das funções do sistema nervoso).
É importante ressaltar que apenas o envelhecimento não constitui uma causa de disfunção erétil.

Diagnóstico de Disfunção erétil

A impotência sexual tem cura e o primeiro passo é o diagnóstico correto.
Outro recurso usado para o diagnóstico da disfunção erétil é o ecodoppler peniano, utilizado para medir o fluxo arterial e identificar eventuais obstruções arteriais penianas.Um dos exames realizados para detectar a disfunção erétil é a avaliação física global - teste de intumescência peniana noturna - realizada com auxílio de equipamentos específicos. Como todo homem tende a ter ereção dormindo, o aparelho mede a sua qualidade e a quantidade durante determinada fase do sono. O equipamento possui dois anéis conectados a eletrodos, colocados em volta do pênis, que analisam a qualidade das ereções noturnas e traçam um gráfico completo. Se as ereções espontâneas forem satisfatórias, significa que o sangue chega ao pênis e é corretamente represado. O distúrbio, portanto, tem fundo psicológico.
Um método menos popular são as injeções intracavernosas (dentro do corpo cavernoso do pênis) que aumentam o fluxo sanguíneo das artérias, diminuem o calibre das veias e relaxam a musculatura local, produzindo a ereção. O exame é feito no consultório médico e o remédio faz efeito em 10 a 20 minutos. Quem tem problemas psicológicos responde positivamente a este exame.

Tratamento de Disfunção erétil

O tipo de tratamento para a disfunção erétil depende da sua causa e do estilo de vida do indivíduo.
Após ser detectada a impotência sexual através de um diagnóstico clínico, existirão vários recursos para tratamento. Dentre esses recursos, tem-se: psicoterapia, reposição hormonal após os 45 anos de idade, autoinjeção, prótese, géis e cremes e enrijecimento por sucção

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03/12/2013

CIENTISTAS ESTÃO MAIS PERTO DE PÍLULA PARA HOMENS.


Pesquisadores descobriram forma reversível de impedir saída de esperma, mas medicamento pode levar uma década para ser desenvolvido.
Da BBC

Novo tratamento pode ser revertido facilmente, segundo cientistas (Foto: BBC)Novo tratamento pode ser revertido facilmente, segundo cientistas (Foto: BBC)
Cientistas australianos estão mais próximos de sintetizar uma pílula anticoncepcional para homens - mas o medicamento ainda levará mais de 10 anos para chegar às farmácias.
Os pesquisadores da Universidade Monash, em Melbourne, encontraram uma forma reversível de impedir que os espermatozoides saiam junto com a ejaculação, sem afetar a função sexual.
Testes em animais mostraram que o esperma pode ser mantido "em estoque" durante a relação.
A busca por um anticoncepcional masculino até o momento se concentrou em pesquisar como os homens poderiam produzir espermatozóides não funcionais.
Mas alguns medicamentos usados com este objetivo também tinham efeitos colaterais considerados "intoleráveis", segundo Sabatino Ventura, um dos pesquisadores da Universidade Monash.
Estes medicamentos provocavam a infertilidade, mas também afetavam o apetite sexual ou causavam alterações permanentes na produção dos esperma.
A descoberta foi publicada na revista especializada "Proceedings of the National Academy of Sciences".
Estoque
Para chegar a este novo anticoncepcional masculino, os pesquisadores australianos tentaram uma abordagem diferente. Normalmente o esperma sai da "área de estoque" no canal deferente antes da ejaculação.
O grupo de pesquisadores produziu camundongos geneticamente modificados que não conseguiam expelir o esperma para fora do canal deferente.
"O esperma fica no local de estocagem então, quando o camundongo ejacula, não há esperma, ele é estéril", disse Ventura à BBC.
"É facilmente reversível e o esperma não é afetado, mas precisamos mostrar que podemos fazer isto em termos farmacológicos, provavelmente com dois medicamentos", acrescentou.
Até o momento o grupo de pesquisas fez com que os camundongos ficassem estéreis mudando o DNA dos roedores para que eles parassem de produzir duas proteínas necessárias para mover o esperma.
Agora, os cientistas precisam descobrir duas drogas que possam produzir o mesmo efeito. Eles acreditam que uma delas já foi desenvolvida e é usada há décadas em pacientes com crescimento benigno da próstata.
Mas a descoberta do segundo medicamento necessário pode levar até uma década.
O processo descoberto pelos cientistas australianos também não é totalmente livre de efeitos colaterais. As proteínas que foram alteradas pelos cientistas têm um papel no controle dos vasos sanguíneos, então os efeitos colaterais poderão afetar a pressão e o batimento cardíaco.
Mas, pelo menos nos camundongos, a única alteração detectada foi uma queda "muito pequena" na pressão sanguínea. Também pode haver uma alteração no volume da ejaculação.
"É um estudo muito bom, quase como uma vasectomia biológica, que impede a saída do esperma", afirmou Allan Pacey, palestrante de andrologia na Universidade de Sheffield, na Inglaterra.
"É uma boa ideia, mas eles precisam continuar (com a pesquisa) e observar o que faz com as pessoas", acrescentou.

01/11/2013

Homem reverte vasectomia após 24 anos para ser pai pela terceira vez.

Fila de espera para cirurgia no Hospital das Clínicas de SP é de 5 anos.

Em outro caso, paciente esterilizado optou por fazer reprodução assistida.


Empresário João Bosco com o filho João, hoje com 3 meses (Foto: Arquivo pessoal)Empresário João Bosco com o filho caçula, João,
hoje com 3 meses de vida (Foto: Arquivo pessoal)
Assim que sua segunda filha nasceu, em 1986, o empresário do setor de laticínios João Bosco, de 58 anos, decidiu fazer vasectomia, pois não pretendia mais ser pai. Após 24 anos da cirurgia de esterilização, porém, o morador de Macheral Cândido Rondon (PR) reverteu o procedimento, e agora comemora a chegada do caçula, João, de 3 meses, fruto de seu segundo casamento.
"Quando a gente é jovem, a função do pai é prover a família com recursos financeiros. E o começo da vida profissional coincide com o início da vida familiar, aí o homem fica dividido. Na época, dei muita prioridade ao trabalho e não tive oportunidade de conviver como queria com as minhas filhas e participar do desenvolvimento delas", lembra.
Já na atual etapa da vida, mais estabelecida, João diz que teve mais chances de curtir a gravidez da mulher, Simone, de 35 anos, e agora o terceiro filho. Para aguentar todo esse pique, o empresário cuida da saúde e faz atividade física (academia, futebol, squash e bicicleta).
"Queria muito um filho homem, foi um presente de Deus maravilhoso. Tive uma infância rica em experiências, e não pude compartilhar essas brincadeiras de moleque com as meninas (Gláucia, hoje com 31 anos, e Gisele, com 27). Espero fazer isso com ele, ensiná-lo a jogar pião, queimada, bolinha de gude, taco, bafo, soltar pipa, andar de carrinho de rolimã, colecionar gibi", enumera o pai – que já é avô de João Rafael, de 5 anos, e Ana Clara, de 1.
João, hoje com 3 meses, é o terceiro filho do empresário João Bosco, após vasectomia (Foto: Arquivo pessoal)João, agora com 3 meses, é o 1º filho do empresário João Bosco após a vasectomia (Foto: Arquivo pessoal)
João Bosco com toda a família reunida (Foto: Arquivo pessoal)João Bosco com toda a família reunida: da esq. para a dir., o genro Rodolfo, a filha Gisele, a mulher, Simone, o filho João, os netos João Rafael e Ana Clara, a filha Gláucia e o genro Rafael (Foto: Arquivo pessoal)
Pai por reprodução assistida
Além da possibilidade de reverter a vasectomia com cirurgia, existe a opção de recorrer a uma técnica de reprodução assistida. Dessa forma, é introduzida uma agulha nos testículos do homem, por meio da qual os espermatozoides são retirados. O médico, então, põe esses gametas em uma placa, em contato com um óvulo da mulher, para gerar um embrião e, depois, inseri-lo no útero da mãe.
Valentina, fruto de reprodução assistida (Foto: Leandro Campos/G1)Valentina, de 4 meses, nasceu após reprodução
assistida em Santos (Foto: Leandro Campos/G1)
Essa foi a alternativa escolhida pelo técnico de montagem Deucimar Moreira, de 46 anos, que havia feito vasectomia aos 21, sem "maturidade nem conhecimento de vida". O morador de Santos, no litoral paulista, passou 18 anos em um relacionamento com uma mulher mais velha, que o incentivou a fazer a esterilização, mas a relação acabou e, há 7 anos, ele conheceu sua mulher, Simone.
"Depois que nos encontramos, despertou a vontade de ter um filho, e chegamos à conclusão de que iríamos batalhar por isso. Agora, depois de três tentativas, o resultado está na minha casa: a Valentina, uma princesa linda e saudável, que nasceu no dia 2 de abril", revela.
Deucimar afirma que essa é uma emoção que ele ainda não conhecia e que sua casa ficou cheia de alegria. A felicidade foi tanta, que o casal já pensa em ter uma segunda criança, também por reprodução assistida.
A mãe, a engenheira Simone Ninelli, de 38 anos, acrescenta: "Nós dois queríamos muito (a Valentina), e ele ainda mais, por ter feito a vasectomia. Ela é o nosso ouro".
Deucimar, Simone e Valentina em casa, em Santos (Foto: Leandro Campos/G1)Deucimar e Simone posam com Valentina dormindo na sala de casa, em Santos (Foto: Leandro Campos/G1)
Vasectomia no Brasil
A idade média dos homens que fazem vasectomia no Brasil é de 27 anos na rede pública e de 34 no sistema privado, segundo o urologista Jorge Hallak, chefe do Laboratório de Andrologia do Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas (HC) em São Paulo.
Segundo o Ministério da Saúde, o número de esterilizações masculinas feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) subiu de 7.798 em 2001 para 34.144 em 2009, um aumento de mais de 4 vezes. Para ser submetido à operação, o homem precisa ter acima de 18 anos e dois filhos ou acima de 25 anos, com ou sem filhos, explica o urologista Sidney Glina, que realiza tanto reversões de vasectomia quanto reprodução assistida.

Mais de 30 milhões de casais em todo o mundo usam a vasectomia como método de controle da natalidade, de acordo com Hallak. Só nos EUA, são feitas cerca de 550 mil esterilizações masculinas por ano, aponta o urologista do HC.
"É um absurdo um menino de 18 anos fazer isso, porque ele não tem condições de saber se vai querer ter filho aos 30. É um método radical, e para contracepção existem camisinha, pílula, DIU (dispositivo intrauterino)", enumera Glina.
Maioria se casa de novo
Segundo o médico Sidney Glina, de todos os pacientes que fazem vasectomia, entre 6% e 10% mudam de ideia. E a maioria desses homens são aqueles que já tiveram dois filhos, em média, e se casaram de novo, geralmente com uma mulher mais jovem.
"Esses casos de segundo casamento respondem por até 95% dos desejos de reversão. Os outros 5% são homens que se divorciaram e casaram novamente com a mesma mulher, melhoraram de situação financeira ou perderam um filho", explica o urologista Jorge Hallak.
A reversão tem uma taxa média de sucesso – ou seja, a mulher engravida – em cerca de 60% dos casos. E, quanto menor o tempo em que o homem fica esterilizado, melhor: se o período for inferior a três anos, as chances chegam a 76%, contra 30% se a vasectomia durar mais de 15 anos, destaca Hallak. A idade da mulher é outro fator que conta muito nessas situações.
É um absurdo um menino de 18 anos fazer isso (vasectomia), porque ele não tem condições de saber se vai querer ter filho aos 30"
Sidney Glina,
urologista
Duas opções
Para o urologista Sidney Glina, do ponto de vista fisiológico do homem, é sempre melhor tentar primeiro reverter a vasectomia. Segundo ele, alguns casais optam pela reprodução assistida porque a mulher já é mais velha, e "eles querem engravidar amanhã".
"A reversão poupa a mulher que não tem problema de fertilidade, pois ela não precisa tomar remédio, levar anestesia, fazer punção", afirma o médico.
Uma cirurgia de reversão também é mais barata: custa cerca de R$ 10 mil a R$ 15 mil em clínicas privadas, contra R$ 5 mil a R$ 30 mil por tentativa de reprodução assistida – o que geralmente exige mais de uma, segundo Glina.
No HC de São Paulo, a fila de espera para uma cirurgia de reversão chega a cinco anos, com 370 pacientes atualmente, aponta Hallak. Outros hospitais públicos da capital paulista também fazem a cirurgia de graça, como o Hospital Ipiranga, o Hospital Pérola Byington, o Hospital São Paulo e a Santa Casa, acrescenta Glina.
"A ordem de chegada é respeitada, mas outros fatores também são considerados, como a idade da mulher", diz Hallak.
A cirurgia leva de três a cinco horas e precisa ser feita em ambiente cirúrgico, pois exige anestesia geral e internação, de acordo com o urologista do HC.
A ordem de chegada é respeitada (na reversão), mas outros fatores também são considerados, como a idade da mulher"
Jorge Hallak,
urologista
O pós-operatório demanda dois dias de repouso, até uma semana sem dirigir, de duas a seis semanas sem relação sexual – dependendo da recomendação médica –, até um mês sem esporte, dois meses sem andar de bicicleta e três meses sem andar de moto ou montar a cavalo.
Já na reprodução assistida, as chances de o processo dar certo variam entre 40% e 50%, segundo o médico Condesmar Marcondes, do Núcleo Santista de Reprodução Humana.
"Mulheres que têm pressão alta, diabetes, câncer ou já fizeram cesáreas anteriormente não devem realizar esse procedimento", alerta o especialista.
Pai até os 45
Ao contrário da mulher, que nasce com o número exato de óvulos que vai liberar ao longo da vida, entre a menarca (primeira menstruação) e a menopausa (última), o homem produz espermatozoides continuamente.
Apesar disso, o urologista Jorge Hallak acredita que o ideal é ser pai até os 45 anos, porque com o envelhecimento começam a surgir mais alterações genéticas no DNA, o que pode comprometer os gametas masculinos.
Info vasectomia e laqueadura (Foto: Arte/G1)

 

16/09/2013

Falta de 'hormônio feminino' reduz desejo sexual de homem, diz estudo.

Baixo nível de estrogênio leva a aumento da cintura e diminuição de libido.
Antes, só a falta de testosterona era responsabilizada por falta de desejo.


obesidade (Foto: TV Globo)

Falta de estrogênio promove o aumento da cintura e a diminuição do desejo sexual no homem, segundo estudo feito no Hospital Geral de Massachusetts .
 
Muitos homens de meia idade observam a cintura aumentar e o desejo sexual diminuir, sintomas que um novo estudo publicado nesta quarta-feira (11) sugere que pode ser vinculado à deficiência de um hormônio normalmente relacionado às mulheres.
Anteriormente, uma queda na produção de testosterona poderia ter sido considerada culpada, mas cientistas afirmaram na nova pesquisa que um declínio no estrogênio pode ser parte do problema.
"Este estudo estabelece níveis de testosterona segundo os quais várias funções fisiológicas começam a ficar prejudicadas, o que pode ajudar a fornecer uma base para determinar quais homens deveriam ser tratados com suplementos de testosterona", disse Joel Finkelstein, do Hospital Geral de Massachusetts.
 
Mas ele disse que "a maior surpresa foi que alguns dos sintomas rotineiramente atribuídos à deficiência de testosterona são na verdade parcialmente ou quase exclusivamente causados pelo declínio do estrogênio", disse Finkelstein.
Tradicionalmente, um diagnóstico de hipogonadismo masculino - uma queda nos hormônios reprodutivos aguda o suficiente para provocar efeitos físicos - se baseava exclusivamente em uma medição dos níveis de testosterona.
Estes diagnósticos aumentaram dramaticamente nos últimos anos, levando a cinco vezes mais prescrições de testosterona no ano 2000 em comparação com 1993.
Os médicos entendem pouco sobre os níveis exatos de testosterona necessários para sustentar o desejo sexual. A produção de testosterona também tem um impacto direto nos níveis de estrogênio nos homens, já que uma parte do hormônio masculino sempre é transformado em estrogênio.
Isto torna difícil saber qual o hormônio necessário e em que quantidade para contrabalançar os sintomas que aparecem em homens mais velhos.

Experimento
Para descobrir, os cientistas suprimiram toda a produção de hormônio natural entre mais de 300 homens com idades entre os 20 e os 50 anos. A metade dos indivíduos tomou uma dose diária de um gel de testosterona ou um placebo por 16 semanas. A outra metade recebeu este gel além de um remédio que inibe a conversão de testosterona em estrogênio.
Os resultados do estudo sugerem que a testosterona regula a massa magra e a força muscular, enquanto o estrogênio influencia o acúmulo de gordura corporal.
A função sexual sofreu o efeito dos dois hormônios: a falta de estrogênio reduziu o desejo, enquanto o nível baixo de testosterona impediu a ereção. Segundo Finkelstein, mais estudos são necessários para confirmar se as descobertas deste estudo controlado valem para flutuações hormonais naturais.

                                                                                                 FONTE: G1